Trabalho infantil é “porta sem saída da miséria”, diz Carta lida no Santuário de Aparecida

O amor, alicerce do cristianismo, é, sem dúvida, o maior anticorpo natural contra a exploração de crianças e adolescentes, diz a Carta.

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“Tal qual doença infecciosa grave, o trabalho infantil, que também adoece, mutila e mata, tem apresentado sintomas mais fortes durante a pandemia de Covid-19”, inicia a Carta de Aparecida-SP contra o trabalho infantil e pela proteção integral e prioritária de crianças e adolescentes, lida neste 12 de Outubro de 2021, aniversário da Padroeira do Brasil e dia das crianças, durante a missa das 15h00, na Basílica Histórica de Nossa Senhora Aparecida, também conhecida como Basílica Velha, em Aparecida-SP.

A leitura foi feita pelo Procurador Geral do Trabalho, José de Lima Ramos Pereira. Na ocasião, o Juiz Adhemar Prisco da Cunha Neto, Coordenador do JEIA – Juizado Especial da Infância e da Adolescência do Vale do Paraíba, representou o Comitê de Erradicação do Trabalho Infantil do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, presidido pelo Desembargador João Batista Martins César.

Os sinais da tragédia do trabalho infantil “estão visíveis nas esquinas de cada cidade brasileira e vitimam crianças e adolescentes brasileiros e imigrantes”, prossegue a carta, destacando que “as últimas estatísticas indicam que 2,003 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos realizam atividades econômicas ou de autoconsumo. Pelos novos critérios do IBGE, 1,768 milhão estão em situação de trabalho infantil, sendo que 706 mil nas piores formas”.

Ainda segundo a Carta, “embora alarmantes, tais números não refletem o flagelo da pandemia do coronavírus, pois são da PNADC de 2019. De lá para cá, as coisas se agravaram consideravelmente e a resposta imunológica social não tem sido capaz de deter a disseminação dessa patologia humanitária”. Leia a íntegra da Carta abaixo ou aqui:

Foto: Divulgação/MPT
Imagem da Basílica de Nossa Senhora Aparecida Foto: Adhemar Prisco da Cunha Neto
O Procurador Geral do Trabalho, José de Lima Ramos Pereira. Foto: Adhemar Prisco da Cunha Neto
No Dia de Nossa Senhora Aparecida e das Crianças, o andor na basílica nova. Foto: Divulgação/MPT
Crianças com o cata-vento de cinco pontas: símbolo de enfrentamento do trabalho infantil. Foto: A.P.C.N.
Devotos Mirins de Aparecida Foto: Adhemar Prisco da Cunha Neto
Adultos também empunharam o cata-vento de cinco pontas. Foto: Adhemar Prisco da Cunha Neto